Sentimentos & Futilidades

Sentimentos & Futilidades

domingo, 2 de outubro de 2016

Me desculpe, amor, ter te amado assim.


Olá... Sou eu novamente. Perdoe-me a insistência, mas é que chove lá fora, e isso me fez desesperar. Caiu enfim a ficha de que não estou em sua casa, em sua cama, assistindo filmes, ou ouvindo você gritar comigo para parar de implicar com os gatos. São 13:57h, e a esta hora nós estaríamos acabando de comer algo que você demorou 3h para fazer. Às 14:05h provavelmente já estaríamos de volta à cama. Você teria posto um filme, eu me encaixaria atrás de você, pondo meu rosto entre seu ombro e seu rosto para enxergar a tela do seu notebook, e logo estaria excitado. Mas não, não é nada carnal... É só sua presença, é só o que você é. Me desculpe, só agora me dei conta de que o cheiro do seu cabelo não está na minha camisa... Sua boca tão carnuda e rosa, não está mais na minha. Me desculpe, só agora me toquei que estou sozinho novamente. Às 14:06 você já estaria reclamando que sou chato e não largo de você. Desculpe, estou aproveitando a eternidade de cada segundo ao seu lado. Eu pego o telefone e intercalo entre o Facebook e o Instagram, você diz que eu tenho que viver o momento e a minha vida, e não a vida dos outros, mas é só o meu jeito de não afogar você com todo amor que sinto. Se amar é água, a ti os Oceanos Pacífico, Atlântico e Índico. Ah, meu bem, é domingo! Amanhã é segunda-feira, e eu deveria estar descansando para mais uma semana rotineira, mas escolhi ficar mais cansado. Escolhi não dormir para olhar você dormir. Escolhi beijar você um milhão de vezes durante a madrugada, porque você é lindo enquanto dorme. Me desculpe, só agora notei que é um travesseiro que me separa da parede, onde me agarro com tanta força, achando que é você. Ah, amor! Não são as transas, não são os beijos, nem o título que nunca tivemos que fazem falta, é a parceria, o companheirismo, a família, o carinho, o abraço, os lugares diferentes, os museus... Agora você vai estar em tudo! Agora o domingo vai me pesar como uma bigorna nas costas. Me desculpe, só agora notei que não tem mais nós dois, que não há mais suco de limão sem açúcar, não há mais sua irmã falando de biologia o tempo todo e da importância de uma boa alimentação, e nem sua mãe dizendo que queria ter nascido travesti, ou a repetida história de que ela trabalhou com três gays engraçadíssimos. Me desculpe, amor, ter te amado assim, tão só.

Nenhum comentário:

Postar um comentário